Cronistas do Diário: Big Brother em Santa Maria, por Diomar Konrad - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião17/08/2016 | 07h10Atualizada em 17/08/2016 | 07h10

Cronistas do Diário: Big Brother em Santa Maria, por Diomar Konrad

Cronistas do Diário: Big Brother em Santa Maria, por Diomar Konrad Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

 Com a novidade do segundo turno desta eleição em âmbito municipal, a tendência desta campanha será uma espécie de Big Brother, ressalvadas as diferenças com o programa global. A primeira delas é que os candidatos ficarão confinados no município, e não em uma casa, fazendo campanha 24 horas. A segunda é que só haverá dois paredões. Mas os eliminados do primeiro não estarão simplesmente fora do combate, pois somaram votos que poderão fazer a diferença depois. No Big Brother original, quem está fora perde totalmente seu poder de influência.

Outra diferença é que existe uma ¿casa¿ paralela, a disputa por uma vaga na Câmara de Vereadores. Nessa, há somente um paredão, mas o jogo é mais complicado, pois não é somente o número de votos que determina o eleito, mas, sim, as negociações anteriores que resultaram em coligações somente na proporcional ou conjuntamente na majoritária. Para ter mais chance, os partidos têm utilizado a tática de convencer o maior número de pessoas a concorrer. Assim, qualquer um que se ache em condições de chegar ao parlamento é ovacionado, pois seus míseros votos ajudarão os outros do partido ou da coligação. É um consolo, para muitos, saber que não foi eleito, mas contribuiu para eleger outro.

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A semelhança com o Big Brother virá na forma da campanha. Os candidatos com maior chance de chegar ao segundo turno terão a primazia do debate e, certamente, não ¿baterão¿ nos pequenos, pois existe a chance de eles serem base de apoio no segundo turno. Assim, espera-se uma disputa principal acompanhada de uma disputa periférica dos potencialmente menos votados. Diferentemente do pleito estadual, é muito difícil que um candidato saia da lanterna e chegue ao topo, como aconteceu com o ¿gringo que faz¿. Mas, surpresas acontecem.

Infelizmente, os leitores só terão duas chances de se manifestar. Está na hora de se pensar em uma democracia digital, na qual o eleitor poderia, em conjunto, tirar alguém do pleito em plena campanha eleitoral.  Talvez, a gente pudesse estabelecer uma norma em que o candidato com determinado percentual de rejeição fosse automaticamente eliminado, não antes sem ter o direito de defesa numa daquelas poltronas especiais.

Infelizmente, não poderemos ter acesso a tudo que os candidatos dizem e pensam de nós, eleitores, fora dos holofotes da mídia. Aí, sim, o Big Brother estaria completo.

 

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