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Teatro17/08/2016 | 06h12Atualizada em 17/08/2016 | 08h40

"Como Se Nada Fosse" é atração desta quinta no Theatro Treze de Maio

Espetáculo leva o público para dentro do universo feminino e aborda temas densos com leveza e humor

"Como Se Nada Fosse" é atração desta quinta no Theatro Treze de Maio Anderson Martins/Divulgação
Foto: Anderson Martins / Divulgação

Dirigir e encenar um monólogo, dominar o palco, instigar a plateia a interagir e provocar riso em função de situações que, muitas vezes, não são nada engraçadas. Esses são alguns dos desafios encarados por Janaina Castaldello, 24 anos, estudante do oitavo semestre do curso de Artes Cênicas – Interpretação Teatral, da Universidade Federal de Santa Maria, ao produzir seu espetáculo. O resultado pode ser conferido em Como Se Nada Fosse, atração de amanhã à noite, no Theatro Treze de Maio.

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De acordo com Janaina, a peça é o resultado de um exercício proposto em uma disciplina, no ano passado. Ao invés de escolher um texto já existente e adaptá-lo, a estudante decidiu criar seu próprio roteiro e sua personagem. Segundo ela, em busca de descobrir a si mesma. A inspiração veio de suas vivências e histórias e nas de outras mulheres, como familiares, amigas, conhecidas e até desconhecidas. Em seguida, Janaina optou por uma linguagem teatral – o bufão (espécie de palhaço que surgiu na Idade Média e que, ou fazia o rei rir, ou cortavam-lhe a cabeça).Assim, com o tema e a linguagem escolhidos, Como Se Nada Fosse ganhou forma.

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A personagem Mística chega ao palco e nele encontra uma porta. Ela bate, insiste e ninguém abre. A catadora decide, então, ficar por ali, abre o diálogo direto com o público e compartilha sua vida, suas histórias e seus devaneios. Conforme Janaina, desconhecendo quaisquer normas e padrões, Mística é avessa, causa desconforto sem deixar de ser graciosa. Sem pretensão, ela anuncia o universo da mulher, adentra esse mundo e denuncia a violência.
– O espetáculo aborda o estupro, o aborto, a violência visível e invisível para cima das mulheres. Também circula na questão social da (falta de) lucidez. Caminha por uma linha tênue entre experiências vividas e os devaneios. Ela aborda esses assuntos com a leveza de uma borboleta, a graça de uma bailarina e a mágica de uma feiticeira, é ela, a Mística, a força do ser mulher – diz a atriz.
O espetáculo tem aproximadamente 50 minutos e já foi apresentado uma vez, em 18 de dezembro de 2015, no Espaço Cultural Victorio Faccin.

Processo de amadurecimento

O processo criativo do espetáculo foi encarado por Janaina como uma oportunidade para o crescimento. Segundo ela, no início, havia a dificuldade em acreditar em si e em sua proposta de investigação, especialmente, em função dos ensaios solitários para o monólogo.
– Não ter ninguém para olhar de fora e te dar um norte é barra. Mas a proposta deste exercício também era isso e é incrível a oportunidade que ele dá. São inúmeras descobertas. Sobre o trabalho técnico de atriz, sobre disciplina, sobre pesquisa acadêmica e sobre si. A Mística surgiu de muitas aulas práticas e ensaios, observações e memórias – conta.

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Para driblar a ausência de outros atores em cena, Janaina conta com o apoio do público para contar a história de Mística.
– Não tenho mais ninguém ali. Nenhum colega em cena. Então, vou para o público e tento com que ele faça parte do espetáculo o tempo todo. Aí não fico mais sozinha, tenho gente, tenho contato e troca com humanos e compartilho. Assim, acontece o ato teatral. Mas vale lembrar que, em cena, estou sozinha, mas há muitas pessoas por trás – diz a atriz.

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Fazem parte da equipe Juliet Castaldello (responsável pela iluminação e operação de som), Cristiano Bittencourt (cenografia), Aline Ribeiro (maquiagem) e Thiago Brenner (cabelo), além das orientadoras Adriana Dal Forno e Inajá Neckel.

 

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