Cheio de problemas, "Esquadrão suicida" é uma tragédia do começo ao fim - Cultura e Lazer - Diário

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Cinema03/08/2016 | 14h51Atualizada em 03/08/2016 | 17h43

Cheio de problemas, "Esquadrão suicida" é uma tragédia do começo ao fim

Filme estrelado por vilões da DC Comics estreia nesta quinta no Brasil

Cheio de problemas, "Esquadrão suicida" é uma tragédia do começo ao fim Warner Bros. Ent./Divulgação
Foto: Warner Bros. Ent. / Divulgação

Uma das grandes apostas de blockbuster para o verão no hemisfério norte, Esquadrão suicida estreou causando barulho. Não pela quantidade de explosões na tela ou por conta da trilha sonora ensurdecedora, mas pela gritaria dos fãs diante da quase unanimidade de resenhas negativas. Todas corretas.

Esquadrão Suicida é o que se convenciona chamar de tragédia anunciada. Desde seu anúncio, no final de 2014, o filme vinha apresentando problemas graves, como mudança no elenco às vésperas do início das gravações e refilmagens de cenas para dar um novo tom à produção. Na tela, isso tudo fica claro: personagens sem rumo, resoluções capengas, falta de ritmo e direção inexistente.

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A premissa de que o tal Esquadrão suicida é formado por vilões também não se cumpre. Na verdade, a turma é tão cheia de boas intenções e age tão dentro das regras que faz parecer maligno o Batman do também desastroso Batman vs Superman – A origem da justiça. São tão bonzinhos que precisam ficar o tempo todo repetindo que são vilões. Culpa do roteiro, escrito pelo também diretor David Ayer? Pode ser. Mas não só.


Inicialmente um filme sombrio, Esquadrão suicida teve suas trevas esmaecidas para captar uma audiência mais interessada em fanfarronice e riso fácil – uma das críticas feitas a Batman vs Superman, lançado em abril. Daí que temos cenas fortes, como Arlequina (Margot Robbie) sendo alimentada à força por uma sonda nasal, intercaladas pela mesma personagem fazendo cara de louca e comentando sobre o "cheiro de morte" (?) de outra personagem. E ela não faz isso porque é despirocada, mas por ter sido mal construída. Soa artificial, um remendo feito às pressas.

O mesmo problema afeta o Coringa de Jared Leto. O icônico vilão simplesmente não diz a que veio, agindo mais como um guri pentelho do que como um sujeito realmente perigoso. Suas cenas são boas para quem está pensando nas próximas festas a fantasia, na real.

Will Smith, como Pistoleiro, se limita a reprisar seus papeis em filmes de ação e Cara Delevingne é um case de vergonha alheia interpretando um cosplay do vilão Gozer do primeiro Caça-Fantasmas. Salva-se a excelente Viola Davis no papel da agente do governo (e vilã, de fato) Amanda Waller. O restante do elenco é dispensável e está lá pela figuração.

Indefensável, o filme acabou devastado pela crítica, seja ela especializada ou amadora, de grandes veículos a blogs independentes. Dois dos mais respeitados sites agregadores de resenhas, o Metacritic deu nota 49 e o Rotten Tomatoes deu 33% de aprovação. Os fãs não gostaram e decidiram criar uma petição para fechar o Rotten Tomatoes, alegando perseguição dos críticos aos filmes com personagens da editora de quadrinhos DC Comics (Batman vs Superman ficou com 27% no mesmo site).

Bobagem, claro: Esquadrão suicida é ruim porque é ruim, mesmo. E indica que, com crítica ou sem crítica, nem vilões estão conseguindo salvar a DC Comics nos cinemas.


 

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