Ao retratar anos 1980, "Stranger Things" é novo fenômeno da Netflix - Cultura e Lazer - Diário

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Série03/08/2016 | 06h15Atualizada em 03/08/2016 | 17h41

Ao retratar anos 1980, "Stranger Things" é novo fenômeno da Netflix

Os Goonies, Caverna do Dragão, Poltergeist e E.T. – O Extraterrestre são algumas das referências da série

Ao retratar anos 1980, "Stranger Things" é novo fenômeno da Netflix Reprodução/
Foto: Reprodução

Inspiração, referência ou plágio? Pouco importa. O fato inquestionável até o momento é que Stranger Things se tornou um fenômeno mundial e vem dominando a cultura pop desde que foi disponibilizada, em 15 de julho. E o mais recente feito da série original da Netflix foi alcançar uma popularidade suficiente para desbancar até mesmo a febre Game of Thrones no ranking do do IMDb, um dos mais respeitados sites de crítica e maior banco de dados de filmes e séries da internet. E, se o restante do mundo se rendeu à trama recheada de mistério, que envolve experimentos ultrassecretos do governo, forças sobrenaturais aterrorizantes e um grupo de amigos e sua nova, andrógina e sobre-humana amiga, no Brasil não foi diferente. 

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Em poucos dias, surgiram grupos de discussões e dezenas de memes referenciando Stranger Things. Tecnicamente impecável e com um elenco afinado, a série de ficção científica foi apresentada pela Netflix como uma "carta de amor aos clássicos do sobrenatural que cativaram gerações". E disso não há dúvida nenhuma.

Os gêmeos de 32 anos Matt e Ross Duffer, criadores da série, são fãs confessos da ficção científica daquele período, além de terem como heróis de infância ninguém menos que Steven Spielberg. Não por acaso, elementos facilmente encontrados no universo do cineasta norte-americano, como ambientação no subúrbio, cientistas malvados, um grupo de guris e forças sobrenaturais, têm presença marcante em Stranger Things. 

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Mas a lista de referências não para por aí. A trama se passa em 1983, na pequena Hawkins, Indiana, onde os pré-adolescentes Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin) e Will (Noah Schnapp) têm como ponto de encontro o porão de um deles. Lá, eles passam horas jogando RPGs, conversam sobre quadrinhos, comentam sobre Star Wars, se comunicam por walkie-talkies e aproveitam ao máximo a ausência da parafernália tecnológica dos dias de hoje. 

Repercussão e interesse

Essa viagem no tempo rumo à década em que as bicicletas ainda eram o o maior sonho de consumo da criançada é uma das teorias para explicar o fenômeno. Claro, não há como ignorar também o impressionante empurrãozinho do boca a boca versão 2.0 que tomou a internet. E foi essa onipresença que levou o psicólogo Diego Gomes a se interessar.

Mesmo não sendo um aficionado por séries, ele ficou curioso sobre o papel da mídia não somente na formação de opinião, mas, também, sobre o quanto ela pode motivar pessoas a acompanharem determinados programas. Gomes deparou o sentimento relatado por 10 entre nove espectadores da nova febre: uma grande nostalgia.

– Acho que essa questão de ter pego parte dos anos 1980, traz muito da infância e da adolescência daquela época e que são fases boas de serem vivenciadas, pois vêm antes das responsabilidades de adulto. Acredito que isso posse ser um motivador para que as pessoas sintam interesse em assisti-la – avalia Gomes.

Sucesso entre os trintões

O psicólogo explica que, quando se trata de adolescentes, muitas vezes, eles vão se identificando e seguindo o que seus pares lhes passam ou sugerem, o que explicaria o interesse da gurizada no novo seriado. Mas o psicólogo disse, ainda, ter lido que a série vem fazendo um sucesso estrondoso também com adultos com idades entre 30 e 40 anos, o que pode ser resultado da identificação com a época retratada nos episódios. Basicamente, é como se os espectadores relembrassem o melhor da Sessão da Tarde. 

Foto: Divulgação

Ícones de uma geração

Os Goonies, Caverna do Dragão, Poltergeist, E.T. – O Extraterrestre e dezenas de outras produções não são as únicas referências nessa declaração de amor aos clássicos sobrenaturais da década de 1980. Para viver uma das protagonistas, a mãe que busca pelo filho que desaparece sem deixar rastros, foi escalada ninguém menos que Winona Ryder, ícone daquela geração.

A trilha sonora é outro elemento essencial para completar o clima de Stranger Things. Should I stay or should I go, lançada em 1982 pelo The Clash, por exemplo, é a canção mais importante da trama. Nomes como Echo & the Bunnymen, Joy Division e Toto também embalam os personagens. Teorias e especulações não faltam para tentar explicar o sucesso espontâneo de Stranger Things.

O certo é que a série deve continuar assustando e divertindo espectadores das mais diferentes idades com seus monstros, dimensões paralelas, mistérios, poderes e, claro, toda a glória low tech da época. Isso porque a Netflix já anunciou uma segunda temporada dessa miscelânea de referências a cultura pop que lembra, acima de tudo, o poder mágico de uma amizade verdadeira.

 

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